04/02/2010
STJ nega habeas corpus e acusado de mandar matar Dorothy Stang volta à prisão
Cinco anos após o assassinato da missionária Dorothy
Stang, o fazendeiro acusado de ser o mandante do crime voltará à cadeia. A
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou o habeas corpus com o qual
a defesa de Vitalmiro Bastos de Moura pretendia mantê-lo em liberdade.
Condenado a 30 anos de reclusão em regime fechado pelo Tribunal de Júri do
Pará, Vitalmiro foi absolvido no segundo julgamento ao qual teve direito
devido à pena ter sido superior a 20 anos. Com a absolvição, o fazendeiro foi
colocado em liberdade por decisão do STJ.
No entanto, um recurso do Ministério Público ao Tribunal de Justiça paraense
conseguiu anular a absolvição, com nova decretação de prisão. O que levou a
defesa a impetrar habeas corpus visando mantê-lo em liberdade.
O relator do habeas corpus, ministro Arnaldo Esteves Lima, concedeu liminar,
mantendo a liberdade do acusado até o julgamento do mérito do habeas corpus, o
que ocorreu nesta quinta-feira (4), No julgamento, o ministro votou pela
manutenção de Vitalmiro em liberdade. Para o relator, tecnicamente, o
fazendeiro se encontra absolvido pela Justiça do Pará.
O ministro Felix Fischer, contudo, discordou. Os motivos da prisão cautelar
persistem, a imputação com as peculiaridades concretas evidenciam a
necessidade da segregação. Os demais ministros acompanharam a divergência.
O crime - Dorothy Stang foi assassinada na manhã de 12 de
fevereiro de 2005. Ela trabalhava há mais de 30 anos em defesa das causas
ambientais e dos trabalhadores sem terra e denunciou várias ameaças de morte
que recebia por conta de sua luta contra a violência fundiária e a grilagem de
terra.
Coordenadoria de Editoria e Imprensa
Fonte: STJ:
http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=95819