03/02/2010
Sargento da Aeronáutica acusado de sequestro permanecerá preso
O pedido de liminar com o qual a defesa de Cleomildo
Freitas pretendia obter a liberdade provisória foi indeferido pelo presidente
do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Cesar Asfor Rocha. Sargento da
Aeronáutica, Freitas foi preso em uma operação conjunta da Aeronáutica e da
Polícia Civil sob a acusação de sequestro.
A defesa alega haver excesso na formação da culpa, visto que o militar está
preso há mais de 480 dias, com a instrução processual “absolutamente
atrasada”, sendo que apenas quatro testemunhas de acusação foram ouvidas até
agora. Atraso, argumenta, que não foi causado pela defesa, mas pela Justiça.
O ministro Cesar Rocha indeferiu o pedido por não estarem presentes os
requisitos necessários à concessão da liminar. Conforme vasta jurisprudência
do STJ, o prazo da instrução criminal não é absoluto, podendo ser
razoavelmente estendido em razão das circunstâncias do caso.
Nesse processo, ressalta o ministro, a decisão da Justiça pernambucana
justifica a demora no fato de se tratar de um feito complexo, com quatro
denunciados com diferentes defensores, várias testemunhas, inclusão de outro
réu e pedido para que outro juízo realizasse o que foi determinado (carta
rogatória). Argumento com base no qual Cesar Rocha entendeu não haver qualquer
ilegalidade na forma como o processo está sendo conduzido. Com o indeferimento
da liminar, o sargento continua preso.
Coordenadoria de Editoria e Imprensa
Fonte: STJ:
http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=95796