01/02/2010
Policial acusado de traficar animais silvestres continuará preso
Um policial militar do Rio de Janeiro que também agia
como comerciante de animais silvestres teve negado pedido de liberdade pelo
Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ministro Cesar Asfor Rocha não concedeu
liminar em habeas corpus a Marcelo Augusto Pinheiro. Para o presidente do
Tribunal, não há constrangimento ilegal na prisão do PM.
O policial está preso desde 11 de março de 2009. Ele foi denunciado por
formação de quadrilha, receptação, venda de espécies silvestres raras ou
ameaçadas de extinção e maus tratos a animais. Sua defesa protesta contra a
demora na conclusão da instrução criminal. O ministro Cesar Rocha observou que
o prazo estabelecido em lei para a instrução não é absoluto, de acordo com
precedente do próprio STJ, sendo que pode ser “razoavelmente alongado em razão
das circunstâncias do caso concreto”.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) já havia negado liberdade ao
policial, após concluir que o processo tem “dimensões internacionais, conta
com mais de 80 acusados, diversas prisões preventivas, expedições de cartas
precatórias e cumprimento de diversas ordens de busca e apreensão”.
O policial atuaria em feiras da Baixada Fluminense e de São Gonçalo (RJ). Em
junho de 2008, o PM foi flagrado pela Polícia Rodoviária Federal com 200 aves.
A investigação revelou que ele seria um dos maiores receptadores e
comerciantes de aves da região e que teria a intenção de “pedir licença do
cargo de policial militar” para dedicar-se exclusivamente à prática do crime.
Coordenadoria de Editoria e Imprensa
Fonte: STJ:
http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=95745