14/09/2008 - 10h00

Cacciola e Suzane Richthofen estão na pauta do STJ desta semana

Além da posse do desembargador federal Benedito Gonçalves como ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na próxima quarta-feira (17), o Tribunal viverá uma semana de julgamentos com grande repercussão nacional. Nesta terça-feira (16), devem ser levados a julgamento, na Sexta Turma, habeas-corpus do ex-banqueiro Salvatore Cacciola e da jovem Suzane Richthofen. Desde a semana passada, há expectativa para a análise desses processos.

Num dos casos, discute-se a manutenção da prisão preventiva de Cacciola. O julgamento encontra-se empatado e foi interrompido por pedido de vista do ministro Paulo Gallotti, no final de agosto. A defesa sustenta que houve violação das garantias de ampla defesa e do contraditório. A relatora, desembargadora convocada Jane Silva, votou contra o pedido; o ministro Nilson Naves votou pela concessão (HC 108843).


Noutro habeas-corpus, em que a desembargadora também é a relatora, a defesa de Cacciola tenta trancamento da ação penal instaurada contra ele, por crime contra o Sistema Financeiro Nacional, pela emissão de debêntures sem lastro e garantia suficientes. A defesa do banqueiro sustentou que não existe justa causa para o prosseguimento da ação penal (HC 91362).

Os ministros da Sexta Turma voltam a analisar a possibilidade de redução de pena de Suzane Richthofen, em razão da atenuante da confissão. Apesar de o pedido não ter sido analisado por falha processual, por sugestão do ministro Nilson Naves, a redução deve ser aplicada “de ofício”, isto é, por constatação do magistrado de uma ilegalidade no processo. O relator, ministro Og Fernandes, acompanhou o entendimento. A desembargadora Jane Silva levará voto-vista sobre a questão provavelmente no dia 16 (HC 102242).

Sem concurso

Nomeados sem concurso público após a Constituição Federal de 1988, 12 servidores da Assembléia Legislativa da Paraíba tenta garantir a manutenção nos cargos por meio de um recurso ao STJ. O ministro Napoleão Nunes Maia Filho levará a questão para discussão na Quinta Turma. O Tribunal de Contas do estado constatou a irregularidade por meio de processo aberto em 1990. Determinou a desconstituição dos atos, mas os servidores recorreram ao Tribunal de Justiça da Paraíba por meio de um mandado de segurança. Apesar de terem transcorrido mais de 15 anos das nomeações, não foram atendidos, pois o TJPB considerou que se tratava de ato nulo, portanto não submetido à prescrição de cinco anos, como alegam os servidores (RMS 25652).

Também na Quinta Turma, será analisado recurso de um empresário apontado como mandante da morte do desembargador Irajá Pimentel, do Distrito Federal, assassinado em 2002, na Asa Sul. O acusado foi absolvido pelo Tribunal do Júri, mas, ao julgar recurso do Ministério Público, o Tribunal de Justiça do DF anulou o julgamento. O relator do caso é o ministro Felix Fischer (Resp 1029770), e o julgamento está marcado para o dia 18.

Coordenadoria de Editoria e Imprensa

Fonte: STJ:

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